Bínne Angelo, o maltrapilho

Dilacerado, refugia-se no absoluto da arte. Seu nome: Bínne. Vive nos escombros de uma solidão impossível de ser curada. Impossível porque ainda não se descobriu como fazer o tempo voltar para tentar mudar certas escolhas. Quantas coisas teria repetido, quantas mais teria evitado. 
Bínne anda pensando sozinho no meio de um monte de fanfarrões. Esse é basicamente o resumo de sua história. Petrificado, traz consigo o destino de um conjunto inteiro. Anda solitário, mesmo sendo de uma personalidade intrínsecamente coletiva. Seus olhos se procrastinam muitas vezes em sua impotência perante a realidade, mas jamais deixam de olhar o mundo e os seres humanos que nele habitam. 
Bínne pensa solitário em meio aos fanfarrões de uma moderninade de solidão. Lida desde cedo com a rejeição, e mesmo assim, ainda sente uma certa angústia, um leve gosto de sangue. Bínne pesa solitário mas faz das tripas coração pra conseguir mostrar ao seres humanos que ainda é possível ser diferente. Bínne se desespera. Dilacerado, refugia-se no abraço fraterno da arte. Bínne tenta gritar harmonicamente.


"Quem sabe um dia te ouvirão, Bínne, meu amigo..."


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