Voltage Regulator

Desesperada, desinteressada, estanque
Abriu seu caminho de armas sutis
Atordoada, subiu fumegante
E como fosse num palanque, se abriu
Sua cortina já não mais podia cobrir
Pois aquilo que encobria jamais deixou de existir
Era sabido que um dia o império ia ruir
Não esperava assim tão farto
Do alucinógeno fez parto
E aquele aquebrantado coração não mais podia amar em vão
Não sei se foi um batizado de loucura
Mas a amargura no meu peito sentiu seu perdão
Perdão por nem saber o que havia feito
E se havia feito, e se não, senão...
Atordoada, desesperada, errante
Não mais podia não ouvir a decisão
um tempo que já não mais existia, ou era um novo que surgia
Com certa e estranha atenção
Mal entendi, mal entendeu, mal entenderam
E quem é que entende mesmo essas coisas do coração?
Desinteressada, atordoada, fumegante
Caminha insóbria num mundo de tentação
ouvindo o chamado e o canto dos que não dormem
buscando suprir os desejos de proteção
e insegurança... e quase alcança...

Mas é passageiro, é só passageiro...

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