Prejuizos Modernos I

De manto negro andava afoito por entre o bosque dos incansáveis
buscava atrás dos musgos e das árvores infindáveis
um gosto de extremidade branca e louca
que pudesse tirá-lo daquela insanidade monetária e rouca
de um modo fugaz e viril
por entre as tocas de seu covil
por entre os mares de azul anil
por entre os charcos...
Saía sempre que podia a caminhar naquele bosque de cansado passado
a buscar sempre aquilo que não havia ainda sido encontrado
em virtude de sua ânsia de querer sempre e sempre
fazer com que as coisas boas durassem eternamente
e que as coisas ruins fossem de cor transparente
por entre as mentes coloridas
por entre as gentes preto e branco
pelas enchentes...
Tentava, como um alquimista, movimentar a matéria
um gosto de transformar corria em sua artéria
nem sabia ainda se era atrás de transformar pedra em ouro
ou de transformar todos vocês em outro
outro lugar de cheiro de rosas
outras relações de chocolate
outras reações de sentimento humano
por entre os matos de outras personalidades


Um comentário:

Sandro Brincher disse...

Lindo mesmo, prima. E olha que é raro eu gostar de rimas (não por elas em si, mas pela "limitação" que elas dão ao ritmo dos poemas), mas a escolha de palavras consegue deixar a rima um mero detalhe. Tô seguindo!
Beijão.