Nosztalgia

É um cansaço que se confunde com tristeza
Fadado ao tempo farto de não ter mais tempo
Tempo de nada vai jorrando olhos remelentos
e ao relento encobre toda paz no pensamento

Andando solto de cabeça cansada
de um muito cheio quase que vazio
olhos vidrados em sujas vidraças
de corpo mole, sentindo fastio

É uma luta diária que se confunde com perda
uma miséria ordinária, confusa, falsa certeza
de muito tempo feliz, de insensatez incessante
e medo de descobrir ser igual ao que era antes

Até hoje eu não sei se um dia eu vou saber
até ontem eu sabia esquecer
até que o tempo vá, e eu não precise mais correr
até ontem eu queria esquecer
mas eu não sei mais...

É como que um sentimento de evolução ao contrário
revolucionando os porcos em seus sonhos diários
Às vezes eu esqueço de lembrar
Às vezes eu esqueço...


2 comentários:

DAREL JAVIER disse...

VERY NICE! :)

Larissa Bello disse...

Nos tempos de hoje, com tanta tecnologia e relações sociais virtuais, me pego tendo saudades de como tudo era antes. No entanto, as palavras e novas formas de como expressá-las é sempre válido. E viva a poesia!